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PartidA realiza roda de conversa com candidatas mineiras

Publicado em 21/09/2018

“Democracia feminista”, pregam as integrantes do movimento e são os dizeres estampados na bandeira da PartidA. Com o intuito de aumentar a participação das mulheres na política, mas com a preocupação de que elas sejam, de fato, comprometidas com o feminismo e com as mudanças necessárias para ampliar os direitos das mulheres, um grupo de candidatas em Minas Gerais se reúne em um só movimento. Suprapartidária e diversa, a PartidA realizou, na última terça-feira (18), uma roda de conversa com as aspirantes a cargos no pleito de 2018, e conseguiu ressaltar a pluralidade do movimento e a importância da união entre as mulheres.

Estiveram presentes candidatas aos cargos de deputada estadual, deputada federal, senadora e ao governo do Estado. Entre as falas de cada uma delas, a congruência era sempre na defesa dos direitos das mulheres e na importância de aumentar a representatividade em todas as instituições políticas do país. Cada uma ressaltou alguma particularidade ou causa específica. As dificuldades e a violência contra as mulheres trans foram o primeiro tópico da conversa, com as falas de Duda Salabert (PSOL) e Leandrinha Du Art (PSOL). Também entraram em pauta a luta das mães e a violência obstétrica, a questão das mulheres negras e periféricas, o direito dos animais, o ecofeminismo, a luta das educadoras e também a importância de um feminismo que englobe a desigualdade social.

Candidata ao Senado, Duda Salabert fala sobre a violência contra mulheres trans – Crédito: Bárbara Ferreira

Ao fim da conversa, a candidata a deputada estadual Marília Campos – a única petista entre as participantes, majoritariamente do PSOL – lembrou que para além das lutas identitárias é preciso pensar em justiça social e que é preciso garantir a unidade feminina não apenas no período eleitoral. O debate foi mediado pela professora Marlise Matos, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem), da UFMG, que fechou o encontro falando do fato de a PartidA ser um movimento suprapartidário, mas ressaltando que são candidatas dentro do campo da esquerda.

Estiveram presentes a candidata a vice-governadora Sara Azevedo (PSOL), a candidata ao Senado Duda Salabert (PSOL), as candidatas a deputadas federais Adriana Araújo (PSOL), Maria da Consolação (PSOL) e Leandrinha Du Art (PSOL), e as candidatas à Assembleia Legislativa do Estado Polly do Amaral (PSOL), Kênia Ribeiro (PSOL) e Marília Campos (PT). A PartidA tem ao todo 20 candidatas disputando as eleições por Minas.

Movimento reúne candidatas em defesa das pautas feministas – Crédito: Bárbara Ferreira

O encontro aconteceu no Suricato, espaço que se dedica à luta dos portadores de transtornos mentais. Cerca de 50 mulheres participaram da roda, que foi transmitida ao vivo pelas redes sociais. Entre as perguntas da plateia, houve questionamentos sobre o aborto, e a sua descriminalização foi defendida com unanimidade entre as candidatas. O movimento PartidA é nacional e tem uma plataforma online para divulgar suas candidaturas que pode ser acessada em www.meuvotoserafeminista.com.br.

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Assédio, falta de dinheiro e de apoio: esse é o dia a dia das mulheres candidatas em MG

Publicado em 12/ 09/ 2018

Liberdade para apresentar propostas, conversa respeitosa entre pessoas com visões ideológicas distintas e a construção de um panorama que deixa claro como a inserção da mulher na política ainda é um desafio em Minas Gerais e no Brasil. Esse foi o tom da primeira roda de conversa da Campanha Libertas, realizada nessa terça-feira (11) no Guaja, em Belo Horizonte.

O encontro contou com a presença de oito candidatas, entre elas a única mulher postulante ao Governo de Minas, Dirlene Marques (PSOL), e a primeira travesti a tentar o Senado, Duda Salabert (PSOL). Também participaram as candidatas a deputada federal Adriana Araújo (PSOL) e Renata Regina (PCB), além das postulantes a deputada estadual Cidinha Advogada e Professora (MDB), Mariah Brochado (DC), Natália Granato (PSOL) e Polly do Amaral (PSOL). A roda de conversa foi mediada pela coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem/UFMG), Marlise Matos. O evento contou com a participação de mais de 50 eleitores.

Roda de conversa com candidatas reúne postulantes mineiras ao Senado, Governo de MG, Câmara dos Deputados e ALMG – crédito: Bárbara Ferreira

Desafios de uma campanha de mulher

Durante a roda, as candidatas falaram sobre as dificuldades de conseguir apoio financeiro dos partidos, mesmo com a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que cada legenda destine pelo menos 30% do Fundo Partidário (que totaliza R$ 1,7 bilhão) às candidaturas femininas. Mariah Brochado contou que escolheu o DC porque a legenda prometeu destinar metade dos recursos que receberia às mulheres. Mas, até então, a 25 dias do fim da campanha, não recebeu nada. “A ideia contemplava minha bandeira de mais mulheres na política, mas o dinheiro não veio até hoje. Eu não tenho nem santinho”, contou.

As participantes também relataram situações de assédio durante a campanha, que acontecem frequentemente pela internet ou até mesmo em momentos presenciais com eleitores. Duda Salabert comentou sobre as mais de cinco mil mensagens de ódio que recebeu após o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) comentar sobre sua participação na Parada do Orgulho LGBT de BH, realizada em julho deste ano. Já Natália Granato falou sobre como homens ainda não respeitam o espaço das mulheres enquanto candidatas no corpo a corpo. “Quando estava panfletando para divulgar minhas redes sociais e minhas propostas, chegou um cara, dizendo que ia me ligar. Mas ele não queria saber sobre minhas propostas, tinha outros interesses”, relatou.

Outro assunto compartilhado pelas postulantes foi o desafio de ser candidata em uma sociedade marcada pelo machismo e patriarcado. Polly do Amaral (PSOL) comentou sobre a dificuldade de fazer uma campanha política sendo mãe de três filhos. “Para o candidato que é pai, ninguém pergunta com quem ele vai deixar os filhos quando fizer campanha em outra cidade”, argumentou. Renata Regina (PCB) falou sobre como é difícil para a mulher estar presente em todas as dimensões da vida social, política e privada. “Nosso desafio é nos manter vivas, com o mínimo de saúde mental e física para enfrentar até quatro jornadas de trabalho”, completou.

Eleitores marcaram presença em peso no evento – crédito: Lara Alves

Aplaudida de pé

Um dos momentos mais marcantes da roda aconteceu durante o relato de Duda Salabert sobre a marginalização das mulheres travestis e trans. Com indignação presente em sua fala, a candidata a senadora falou sobre como essas mulheres ainda não têm espaço no mercado de trabalho e a violência que sofrem diariamente. “Eu não sei onde vai terminar essa candidatura. Mas é assim que nós, pessoas transexuais, vivemos. Você sai daqui e as meninas estão na rua, elas também não sabem se vão voltar para casa”, contou.

A roda de conversa está disponível em nossa página no Facebook.

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Encontro de mulheres com Dilma e Jô Moraes traz à tona machismo e misoginia durante processo de impeachment da ex-presidenta

Publicado em 12/09/2018

Na última segunda-feira (10), a ex-presidenta e candidata ao Senado, Dilma Rousseff (PT), e a candidata do PCdoB a vice-governadora de Minas Gerais, Jô Moraes, se reuniram com milhares de mulheres para discutir os rumos das eleições deste ano e reafirmar as candidaturas femininas da coligação Do Lado do Povo (PT/PCdoB/PSB/DC/PR). Durante sua fala, Dilma fez uma retrospectiva do seu processo de impedimento, lembrando uma série de episódios que, para ela, foram machistas e misóginos.

No entendimento de ex-presidenta, a forma como foi tratada pela imprensa e pelos parlamentares que conduziram o processo teve relação direta com o fato de ser uma mulher. Nesse sentido, a petista se compara à ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, que também teve a sua imagem deturpada por diversas vezes enquanto governava o país vizinho. “Somos nós, as mulheres, a maior resistência contra o golpe. E somos nós as responsáveis pela retomada da democracia”, defendeu.

Bárbara Ferreira

Ainda em sua fala, a ex-presidenta relembrou que durante os governos petistas foram as mulheres as responsáveis por gerir benefícios como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, em uma tentativa de emancipação das brasileiras em situação de vulnerabilidade, violência doméstica e mães solteiras. “E essas políticas, precisamos lembrar, vem também do governo Lula, que teve uma mãe que criou ele e toda a sua família”, disse Dilma, ressaltando a importância das mulheres para o desenvolvimento do país.

O evento foi realizado pelo Elas por Elas, uma iniciativa do Partido dos Trabalhadores em prol das candidaturas femininas. Falaram no palco representantes de movimentos sociais, a ex-presidenta e as deputadas Marília Campos e Margarida Salomão, representando as candidatas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. O atual governador e candidato a reeleição Fernando Pimentel também esteve presente, sendo o único homem a compor a mesa.

Bárbara Ferreira

Protagonismo nas lutas e parceria com o PCdoB

Na plateia, as mulheres predominavam o auditório, que estava lotado. O encontro aconteceu no clube Oasis, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. Além de ressaltar a discussão feminista nas candidaturas, Dilma também reforçou a parceria entre o PT e o PCdoB, que se aliaram em chapa única tanto no governo do Estado como para o país. “Temos que lembrar da importância de estarmos juntos com o PCdoB nestas eleições. Eles foram, além do PT, o partido mais fiel ao presidente Lula”, apontou a candidata ao Senado.

Bárbara Ferreira

Dilma tem liderado as intenções de voto para o Senado em Minas Gerais e feito uma campanha ligada às mulheres. Além disso, durante as falas, algumas candidatas também lembraram de que foram as mulheres que protagonizaram as lutas contra o golpe, as reformas trabalhista e da Previdência, e também elas que estão à frente de um movimento nacional contra o fascismo e contra as candidaturas mais conservadoras.

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Mulheres protagonizam ato político em Contagem

Publicado em 26/08/2018

As pautas feministas foram o foco de um ato político na manhã deste sábado (25) durante evento marcado pela presença de candidatas em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Era o lançamento da candidatura da deputada estadual Marília Campos (PT), atual presidenta da Comissão de Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Participaram do ato a ex-presidenta e candidata ao Senado pelo PT, Dilma Rousseff, e a deputada federal do PCdoB e candidata a vice-governadora, Jô Moraes. Dilma ressaltou a importância de defender as pautas que atingem diretamente o público feminino e a necessidade de eleger mais mulheres.

“As mulheres desse país são mulheres guerreiras. Uma vez me perguntaram: ‘Por que a senhora não chora?’. Se eu começasse a chorar eu choraria até agora. Eu não podia chorar. Mulher é quem engole o choro quando tem de lutar para alimentar seus filhos e sua família. Mulher engole o choro quando tem que sair para a rua e lutar para proteger os seus”, afirmou a ex-presidenta.

Foto: Bárbara Ferreira
Foto: Bárbara Ferreira

Dilma reforçou que eleger mulheres é importante para que elas possam fazer políticas específicas e citou o trabalho de Marília contra a violência que, conforme lembrou a ex-presidenta, “recai sobre as mulheres só pelo fato de serem mulheres”.

O Brasil, atualmente, tem apenas 10% de mulheres eleitas, e o voto delas será decisivo para as eleições de 2018. Na busca por representatividade, as candidatas têm se dedicado ainda mais a falar sobre o feminismo e a conquistar o eleitorado feminino. Algumas pesquisas mostram que o esforço parece estar surtindo efeito, já que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), por exemplo, tem nas mulheres o seu principal desafio nesta disputa, enquanto Dilma lidera as pesquisas para o Senado.

Foto: Bárbara Ferreira 

O evento aconteceu na Praça Iria Diniz, no bairro Eldorado, onde se reuniram cerca de 500 pessoas e vários candidatos e candidatas à Câmara dos Deputados. As mulheres protagonizaram o ato com energia para ganhar a disputa e, entre a militância presente no local, também foi notória a grande quantidade de mulheres, que ovacionaram as candidatas em todas as falas feministas.

PartidA

Foto: Bárbara Ferreira

Representantes do movimento feminista #PartidA também estiveram presentes e passaram a sua mensagem. Elas lutam para aumentar a eleição de mulheres em Minas e no Brasil e presentearam Dilma Rousseff com uma camiseta com os dizeres: “Meu voto será feminista”. A ex-presidenta tirou fotos exibindo a camisa.

Com 20 candidatas disputando cargos diversos em Minas, a #PartidA tem atuado na conscientização dos eleitores para que votem em mulheres comprometidas com o feminismo. As candidatas do movimento assinaram um documento em que se comprometem a uma atuação voltada para as pautas das mulheres e para ampliar os debates políticos sob uma perspectiva de gênero.

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Ministério Público pede impugnação de dois partidos por descumprimento da cota de gênero

Publicado em 25/08/2018

O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação dos partidos Avante e PPL pelo não cumprimento do percentual da cota de gênero (30% de candidaturas femininas) exigido por lei. Em balanço divulgado nesta sexta-feira (24), o MP Eleitoral alega que o registro inicial do Avante conta com apenas 13,92% de mulheres dentre o total de postulantes ao cargo de deputado estadual. Já no PPL, somente 21,05% das candidaturas para deputado federal são femininas. Caso seja deferida, a impugnação pode inviabilizar todas as solicitações de registros de candidatos apresentadas pelos dois partidos para as eleições deste ano.

Procurado pela Campanha Libertas, o Avante informou que a impugnação foi proposta de forma equivocada pelo MP Eleitoral, por questionar a proporção de sexos apenas na chapa de deputados estaduais. O partido também acrescentou que tem até o dia 7 de setembro para preencher vagas remanescentes e que, até essa data, disputará com um grupo completo de deputados estaduais e federais, observando o critério de proporcionalidade entre homens e mulheres.

Já o PPL argumentou que o percentual de postulantes mulheres abaixo do exigido por lei se deve ao atraso no registro de três candidaturas femininas, por problemas de documentação. O partido, no entanto, disse que o problema será solucionado dentro do prazo de contestação, de sete dias corridos. Segundo o próprio MP Eleitoral, as legendas, eventualmente, podem substituir candidatos para cumprir a legislação da cota.

Na última terça-feira (21), o MP Eleitoral havia informado que o percentual da coligação formada por PSOL e PCB estava em 29,21%, também abaixo, portanto, do que determina a lei. No dia seguinte, questionado pela reportagem da rádio UFMG Educativa, a Procuradoria Regional Eleitoral em Minas admitiu que errou o cálculo do percentual das candidaturas. Segundo o órgão, os partidos estão, sim, cumprindo a lei, apresentando entre 33% e 34% de candidaturas femininas. Por esse motivo, o MP Eleitoral apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas a desistência do pedido dessa impugnação.

Libertas

Especialista defende fiscalização

A coordenadora geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Geórgia Nunes, avalia que o Ministério Público tem adotado uma postura cada vez mais vigilante quanto ao cumprimento da cota de gênero. Para ela, as revelações de fraudes nas eleições de 2016 motivaram o maior rigor dos procuradores eleitorais neste ano: “Não estamos falando só de igualdade de gênero, mas de democracia, que exige pluralidade de ideias e políticos que representem a sociedade”.

Ainda segundo Geórgia, o MP Eleitoral também deverá, após o período de registro, fiscalizar a efetividade das candidaturas femininas, além de investigar se os valores do Fundo Partidário reservados a elas (30% de R$ 1,7 bilhão) estão sendo realmente utilizados em suas campanhas. “É importante verificar se esses recursos não estão sendo desviados para candidaturas masculinas”, completa.

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Evento reforça importância do voto consciente de servidores públicos

Publicado em 24/08/2018

Sete candidatas a cargos públicos em Minas Gerais tiveram a oportunidade de apresentar suas propostas aos servidores públicos do Estado e da União. Elas participaram de encontro, na última quinta-feira (23), da campanha “Voto Consciente Servidores Eleições 2018”, organizada por iniciativa própria de funcionários públicos.

Jô Feitosa, candidata a deputada estadual pelo PSB, aproveitou a ocasião para relatar as dificuldades da mulher no serviço público. Ela falou dos desafios que teve após ser mãe e defendeu melhores condições de trabalho para mulheres concursadas, convidando as servidoras a optarem por novos representantes. “Votar na mulher é dar oportunidade para o novo. Acredito que as mulheres têm papel fundamental para transformar a política”, opinou.

Foto: Marcela Káritas

A importância da representação do funcionalismo público na política foi outro ponto tratado pelas candidatas. “Nós somos muitos e não sabemos da força que temos, do potencial de formarmos não só bancadas corporativas, mas também preocupadas em olhar para a população”, argumentou Cristina del Papa, candidata a deputada federal pelo PT.

O evento contou com a presença de Adriana Araújo (PSOL), Cristina del Papa (PT), Glaucia Eliana (PROS), Jô Feitosa (PSB), Jô Moraes (PCdoB), Macaé Evaristo (PT) e Marlene Braga (Rede). Ao todo, dez candidatos, entre homens e mulheres, estiveram no encontro. As apresentações durante o evento serão transmitidas na página Servidores Eleições no Facebook e no site servidoreseleicoes.com.br, que também abrirá espaço para que cada postulante apresente seu perfil.

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Movimento feminista #partidA lança candidaturas em MG

Publicado em 21/08/2018

Vinte mulheres mineiras de três partidos lançaram, conjuntamente, suas candidaturas a cargos políticos nesta segunda-feira, dia 20, em Belo Horizonte. O grupo integra o movimento feminista e antirracista #partidA, que estimula a formação e fortalecimento de líderes políticas em 12 estados brasileiros. O evento também contou com a presença da candidata a vice-presidente do país pelo PSOL, Sônia Guajajara, da candidata ao governo de Minas, Dirlene Marques, também do PSOL, e da postulante a vice-governadora de Minas Gerais pela coligação formada entre PT e PCdoB, Jô Moraes.

“Nós temos um imenso desafio na política que é fazer com que mulheres possam ocupar espaços de poder. Por isso, é importante que se faça o lançamento de candidaturas comprometidas com a agenda feminista, com os direitos sexuais e reprodutivos e com os direitos civis em todas as dimensões”, comentou Jô Moraes.

Foto: Mídia Ninja

Durante o encontro, 15 candidatas, sendo 13 do PSOL, uma do PT e uma da Rede Sustentabilidade, apresentaram brevemente suas bandeiras para ocupar as posições de deputada estadual, federal, senadora e governadora.  Sônia Guajajara lembrou que 2018 é o ano em que há mais diversidade de candidaturas em nosso país: mulheres indígenas, negras, quilombolas, da periferia, portadoras de deficiência. “A força da diversidade é que vai trazer essa transformação para construirmos o país que a gente quer”, defendeu.

Meu voto é feminista

A #partidA em Minas Gerais totaliza 20 candidaturas, formadas e fortalecidas pelo próprio movimento, estabelecido em 2015. “Nesse grupo, é nossa trajetória, nossa vida e nosso corpo que importam, não o partido. O afeto e o amor na política são importantes para nós, essa é a nossa diferença e a nossa força”, afirmou Silvia Teixeira, candidata a deputada estadual pela Rede.

Para Marlise Matos, professora associada do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ativista da #partidA MG, a força do movimento está na união de mulheres com diferentes trajetórias, que se juntam para fazer política em grupo, buscando a sororidade e o ativismo interseccional. “A ideia do nosso movimento, que é suprapartidário, é se organizar a partir dessa agenda de mulheres que têm a democracia como objeto de desejo e de realização própria”, detalhou.

Para alcançar esse objetivo, o movimento tem realizado oficinas, debates e rodas de conversa sobre diversos temas relacionados à política, além de promover a convivência entre essas mulheres. Também foi criada a campanha “Meu voto será feminista”, que reúne em uma plataforma online informações sobre todas as candidaturas que integram o movimento.

 

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